I Fórum de Mídia Livre

Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de junho, e reunirá participantes de todo o País. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, acadêmicos, estudantes e ativistas e demais interessados pela democratização da comunicação, em defesa da diversidade informativa, do trabalho de colaboração nos novos meios e sua expansão, bem como da garantia de amplo direito à comunicação.

A mobilização começou em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil, e teve prosseguimento em reunião em Porto Alegre, com a presença de 49 pessoas, e na ABI, no Rio de Janeiro, com 32 presentes. A partir destes encontros já foram realizadas reuniões em Belém, Fortaleza, Recife e Aracaju. Clique aqui para saber quais são os ativistas e entidades que participam desta iniciativa, conforme os relatos dos pré-encontros.

Entre as principais questões levantadas, os presentes discutiram o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o País, de maneira que seja obtida a garantia junto ao poder público de espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, a regulação da distribuição das verbas publicitárias públicas em nosso País e o avanço das microestruturas globais mediáticas, assimétricas, improvisadas, parcialmente caóticas e autônomas, como as redes digitais, as migrações, os coletivos e as ocupações urbanas, bem como de agregadores da diversidade da mídia e dos que a fazem.

Estão confirmados para a mesa de abertura Emir Sader (UERJ); Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Rede Universidade Nômade); Paulo Salvador (veículos impressos); Lúcia Kluck Stumpf (presidenta da UNE, pelo movimento social); Bernardo Kucinsky (Jornalismo alternativo e independente); Joaquim Palhares (veículos de internet); e um representante do Intervozes (movimento social das comunicações). Clique aqui para conhecer os demais confirmados.

O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, “não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo”. E continua: “A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (…)”.

A mídia e os comunicadores em debate

No Rio de Janeiro está sendo levantada e discutida com intensidade a questão de uma economia psíquica da comunicação que dê conta dos agenciamentos internos, psíquicos (pensamentos, perceptos e afetos), dos jornalistas e dos comunicadores, de maneira a que ajam como comunicadores-cidadãos, portanto de maneira inovadora, de fato livre -sem repetir valores que contestam a nível macro-político- e assim produzam ambientes agregadores (diferentes-juntos) na diversidade da mídia tradicional, da mídia contra-hegemônica e da cultura digital.

Outra questão importante é a da mídia contra-hegemônica e a potencialização da difusão mundial das formas de sentir, pensar e agir dos segmentos economicamente excluídos, das comunidades culturalmente marginalizadas ou dos grupos politicamente segregados. O Fórum também se propõe a debater novas perspectivas de comunicação, mais plurais e democráticas. Assim, temas como Creative Commons, Web 2.0 e novas mídias também ganharão destaque nos debates e atividades do evento.

Segundo o documento esboçado na reunião de São Paulo, o objetivo da democratização das verbas públicas visa que “as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes”. O documento está disponível no site do evento (http://forumdemidialivre.blogspot.com/).

De forma sincrônica ao evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em sete cidades: Porto Alegre, São Paulo, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e no próprio Rio de Janeiro. Todos os relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.

Programação - O I Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 14 e 15 de junho de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC.

Estão confirmados para a mesa de abertura Emir Sader (UERJ); Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Rede Universidade Nômade); Paulo Salvador (veículos impressos); Lucia Stump (presidenta da UNE, pelo movimento social); Bernardo Kucinsky (Jornalismo alternativo e independente); Joaquim Palhares (veículos de internet); e um representante do Intervozes (movimento social das comunicações). Clique aqui para conhecer os demais confirmados.

Inscrições - A participação no I Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.

A inscrição no I Fórum de Mídia Livre não garante, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados.

Oficinas - O Fórum de Mídia Livre convida todos e todas, participantes, entidades e ativistas, a inscreverem suas propostas de oficinas que tenham por objetivo contribuir com o aprofundamento dos debates, exposição de novos pontos de vista e produção colaborativa. Todas serão avaliadas e terão a sua realização confirmada pela Comissão Organizadora do Fórum, que receberá propostas por email até o dia 06 de junho (sexta-feira). Clique aqui para inscrever sua oficina!

Inscreva-se já e participe dos debates: http://forumdemidialivre.blogspot.com/

4º Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística

Estão abertas, até o dia 13 de junho, as inscrições para o 4º Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, que este ano traz o tema “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”. Podem participar do concuros, repórteres, editores, chefes de reportagem, alunos e professores de jornalismo, além de profissionais que atuem em mídias alternativas e on line (blogs, coletivos etc).

Neste concurso, os candidatos podem concorrer com sugestões de pauta sobre o tema e os escolhidos recebem uma verba para realizar as matérias. Para participar é preciso fazer a inscrição no site do concurso e apresentar a sugestão de pauta, detalhada e com justificativa e roteiro de produção da reportagem, incluindo fontes e gastos com a elaboração.

O mais interessante do concurso é a preocupação em estimular jornalistas, editores e todos envolvidos no modus operandi jornalístico a ter um olhar mais cuidadoso, não só quanto aos direitos da criança e do adolescente mas também aos Direitos Humanos como um todo. A mídia ainda se mantém defensora dos DH apenas no discurso, enquanto na prática, ainda existem as dúvidas sobre como agir sem ferir estes direitos.

Veja o quadro de premiações em cada categoria 

CATEGORIA

VALOR DA BOLSA DE INCENTIVO À PRODUÇÃO

Mídia Impressa

R$ 10.500,00

Rádio

R$ 10.500,00

TV

R$ 16.000,00

Mídia Alternativa

R$ 10.500,00

Especial: Tráfico de Crianças para Fins de Exploração Sexual

R$ 10.500,00 ou R$ 16.000,00*

 

 

Leitura Rápida: A chuva e os jornais baianos

As fotos das capas do Tribuna da Bahia, A Tarde e Correio da Bahia da última sexta-feira (9), mostram que o foco da mídia com as fortes chuvas que cairam sobre Salvador mudou. A preocupação agora é mostrar alagamentos, enchentes e o caos no trânsito ocasionados pela chuva, principalmente em bairros nobres, como Pituba e Itaigara. Deslizamentos de terra, encostas, casas desmoronadas e mortes, ficaram para segundo plano, mesmo sendo o maior número de solicitações junto à Defesa Civil de Salvador, cerca de 156, só na quinta e sexta-feira de madrugada.

Lúcio Távora - A TardeVou fazer como meu amigo Yuri Almeida e me lembrar das aulas de Análise do Discuro ministradas pelo professor Giovandro Ferreira, em que tratamos sobre o contrato de leitura, que envolve os meios, seus públicos e se expande à relação com os anunciantes.

Pois bem, a mídia baiana é elitista e destinada a classe média, que agora sofre com os alagamentos e enchentes no seus bairros de luxo. Por conta disso agora mostra os problemas da chuva, que até então não atingiam seu público. Outro ponto é mostrar que as “autoridades” precisam tomar soluções, visto que “nós” já estamos sofrendo com as chuvas. Já o problema com as encostas não é “nosso”.

Enquanto as casas do Caminho das Árvores não desmoronam e a lama não toma conta da Graça, acredito estes pontos de pauta sobre chuva em Salvador acredito que fiquem em segundo plano, como ficaram desta vez.

Ciberativismo pelos Direitos Humanos

O potencial de mobilização da internet não é mais dúvida para ninguém, principalmente com as ferramentas colaborativas, a exemplo dos blogs, e as tecnologias móveis e sem-fio, como a internet wireless, celulares, smartphones etc.

Esta afirmação pode ser reforçada com a campanha Bloggers Unite for Human Rights, que no tupiniquim seria algo como Blogueiros Unidos pelos Direitos Humanos. A campanha, organizada pela rede de blogs BlogCatalog, conta com apoio da Anistia internacional e visa fazer do dia 15 de Maio uma data para reflexão sobre os Diretos Humanos.

Para participar da campanha, é necessário adicionar um banner da campanha no seu blog e no dia 15 de maio postar algum texto sobre a temática e compartilhá-lo no Bloggers Unite Group.

Lá também estão disponíveis diversos modelos de banners (Badges), links para os apoiadores da campanha e um fórum de discussões.

Ciber Comunica 3.0

As Faculdades Jorge Amado realizam nos dias 13, 14 e 15 deste mês, o Ciber Comunica 3.0, que este ano terá como tema principal a comunicação sem fio e as práticas comunicacionais contemporâneas que envolvem tal tecnologia, a exemplo das flash mobs.

As inscrições, que custam um quilo de alimento não-perecível, serão abertas hoje (segunda-feira 5), vão até o dia 12 de maio (segunda-feira) e podem ser feitas no Núcleo de Ação Social da faculdade. Segundo o site da Jorge Amado, “Os alimentos arrecadados serão distribuídos a uma das entidades filantrópicas apoiadas em projetos sociais da instituição, a ser definida por sorteio”.

Organizado pela coordenação dos cursos de comunicação, o Ciber Comunica chega à sua terceira edição, trazendo uma programação interessante, a exemplo da videoconferência que será realizada pelo doutor em cibercultura, André Lemos, sobre mídias locativas e comunicação.

Veja a programação completa no blog do evento.

Enquetes mostram que cobertura do Caso Nardoni é sensacionalista

82% dos visitantes do Portal Imprensa consideram sensacionalista a cobertura do Caso Nardoni pela mídia. O índice representa 3353 votos, contra 747 votantes (18%) que consideram a cobertura investigativa. Uma enquete parecida, publicada pelo Observatório da Imprensa, obteve o mesmo resultado: de uma maioria que considera sensacionalista a forma como a grande mídia, principalmente a televisiva está cobrindo a morte da menina Isabella.

As duas enquetes nos faz refletir sobre o jornalismo investigativo no país e a forma como são cobertos os casos policiais na imprensa nacional. Este é um tipo de cobertura em que o “furo” muitas vezes sai pela culatra…

Leitura Rápida: Capas de jornais baianos e o Caso Nardoni

Diferente da imprensa paulistana, poucas foram as capas dos maiores jornais baianos que apostaram nas notícias do Caso Nardoni para vender seus produtos. Os jornais Correio da Bahia e A Tarde trouxeram, cada um, duas capas com manchetes grandes e uma capa com uma nota pequena. Já o Tribuna da Bahia foi o que manteve mais o caso em evidência, com quatro capas publicadas. Aliás, o Tribuna é o único jornal que não está seguindo completamente o “agendamento” da grande mídia e está sempre buscando “refrescar” a memória de seus leitores sobre casos inacabados, a exemplo do caso Neylton

Mídia Urubu

Pior que é assim mesmo...

Desconstruindo Lya Luft

O artigo publicado pela escritora Lya Luft, na edição 2046, de 6 de fevereiro da Revista Veja, reflete o discurso de boa parte da grande imprensa brasileira, um discurso de manutenção da hegemonia elitista referente à cotas para afro-descendentes, indígenas e alunos oriundos de escolas públicas. A idéia deste post, além de buscar a desconstrução do artigo, como proposto no título, é tentar mostrar um novo olhar sobre o sistema de cotas no Brasil.

Começo por duas orações que constam no artigo de Luft. “A idéia das cotas reforça conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes…”. / “Não entram na universidade por mérito pessoal e pelo apoio da família, mas pelo que o governo, melancolicamente, considera deficiência: a raça ou a escola de onde vieram”

Oposto aos adeptos do sistema de cotas, existem os meritocratas, que defendem o mérito como único meio de ter acesso à universidade. A ideologia meritocrata é explicitamente vista neste ponto do texto de Luft. O problema é que este discurso elitista esquece que os cotistas não são escolhidos a dedo, ou pensa que são indicados por líderes do movimento negro. Os alunos cotistas disputam, entre si, as vagas e ingressam na universidade por mérito. Esta disputa é crescente a cada ano nas instituições que adotam o sistema, e podem, futuramente, ser até superiores à concorrência não-cotista, em estados de maioria da população negra, como a Bahia. Portando, o cotista é merecedor de sua vaga tão quanto o não-cotista.

Luft também é infeliz ao dizer que as cotas reforçam a idéia de que “a escola pública é péssima e não tem salvação”. Esta oração nos leva a outra abordagem feita pelos contrários ao sistema de cotas, a de que a solução é a melhoria da escola pública. Isto, de certa forma é correto. Temos que melhorar sempre a escola pública, mas e os jovens negros e pobres de hoje? Eles vão esperar pela “Nova Escola Pública” ou vão competir em total desigualdade com os alunos oriundos de escolas particulares, que em sua grande maioria não trabalham, têm aulas de reforço escolar ou fazem cursinhos pré-vestibulares?

Voltando à questão meritocrata, quem possui mais mérito? O negro pobre, de escola pública, que trabalha no contra-turno escolar para colaborar com a renda familiar e passa, através das cotas, com uma nota 7, ou o aluno da rede particular, com o perfil do parágrafo anterior e é reprovado, por conta das cotas, com nota 8? Olha a situação de desigualdade.

A escritora também mostra seu interesse em desconceitualizar as políticas públicas, colocando-as como “bondades”, e descarta a sua importância ao dizer que são destinadas a uma minoria. Só em Lauro de Freitas, cidade onde moro na Bahia, 82% da população é composta por afro-descendentes. Uma política pública voltada para este perfil, que se reflete também em Salvador, com certeza não é para minoria.

Lya Luft lembra a Lei do Boi, para tentar desmoralizar o atual formato das cotas. Esta lei sim foi uma manobra, inclusive elitista, para colocar filhos de fazendeiros, amigos do modelo ditatorial, no ensino superior. A autora também tenta desconstruir as cotas colocando o ponto de que elas não são para todos. “E os pobres brancos, os remediados de origem portuguesa, italiana, polonesa, alemã, ou o que for, cujos pais lutaram duramente para lhes dar casa, saúde, educação?

Pelo próprio sobrenome da autora, que deve ser de origem alemã, e todos os outros nomes e marcas que aparecem facilmente na mídia (Civita, Mainard, Bonner, Todeschini, Tramontina, Tidelli, Miolo, Odebrecht), nós percebemos que eles não precisem tanto de cotas quanto os “da Silva” do subúrbio paulista, carioca ou soteropolitano, até porque já receberam as suas “bondades”. Os italianos, quando chegaram ao Brasil, ao contrário dos negros que aqui já viviam, recebram uma espécie que cotas, que lhes davam o direito de proriedade de terras. Daí a prosperidade. Mesmo que na época o nome não tenha sido “cota”, foi uma política pública, que hoje reflete em nomes no topo da economia nacional.

As cotas são uma política pública importante, não só para que alunos negros, pobres e oriundos do ensino público possam disputar em situação de igualdade uma vaga no ensino superior, mas também para que este jovem de baixa renda saiba que a universidade é um espaço seu e que deve ser ocupados por jovens como ele. O artigo de Luft é quem realmente se comporta como massa de manobra de uma imprensa e de uma camada social preconceituosa e conservadora.

E se fez a EBC

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (10), a lei 11.652, que trata da criação da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Todas as modificações feitas à MP foram aceitas pelo presidente, com exceção ao artigo que obriga as Tv´s abertas a repassarem para a TV Brasil, o sial de competições em que estejam presentes atletas brasileiros.

Este deveria ser o principal debate, junto com a obrigatoriedade da programação ser composta por 10% de produções nacionais e outros 5% para produtores independentes. Mas pelo visto nos comentários da notícia publicada no site comunique-se, a discussão deve tangenciar a forma de contratação, que de primeira não deve ser a do concurso público. Este é um ponto importante, mas não acredito que seja o mais importante.

A não liberação do sinal das competições pelas TV´s abertas implica na manutenção da hegemonia das grandes emissoras na cobertura de eventos esportivos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e Pan-Americanos. isto fomenta a continuação do lobby existente entre as federações e comitês junto a essas emissoras. Quem perde é o telespectador, que por falta de políticas de democratização, permanece subordinado ao canal que vence os direitos de transmissão exclusiva.

A democratização também se esvai no momento em que apenas 5% da programação é destinada a produtores independentes. A taxa de 10% para produção nacional também é pequena. É claro que se fará mais do que estes 10%. No entanto, caso o percentual fosse maior, a oportunidade de novos produtores também seria maior, já que se teria a obrigatoriedade de se fazer mais.