E por falar em CQC…

Estou com a revista imprensa do mês de agosto nas mãos. A edição sucedeu a que trouxe o Marcelo Tas e sua equipe do Custe o Que Custar e levantou a polêmica sobre a proibição da entrada do programa no Congresso Nacional. Na seção cartas do leito de agosto, as opiniões se dividem. Um diz que o CQC faz um humor inteligente, como há tempos não vimos e que o Congresso é um equipamento público ao qual todos devem ter acesso. Outro dize que o CQC é debochado e arrisca dizer que o programa não é jornalístico.

Aí chegamos a um ponto interessante. O que nos permite dizer que um determinado programa é jornalístico ou não? A presença do humor no programa não o caracteriza apenas como programa humorístico. O programa traz informações importantes e aliado ao tom humorístico temos uma vertente televisiva que muitos chamam de “Infotainment”, um mix entre informação e entretenimento.

O mesmo é feito nos noticiários esportivos desde o início do jornalismo esportivo e nunca foi contestado. Hoje, as matérias de Tadeu Schmidt acentuam o toque de humor e também não questionam o que é piada e o que é informação. Agora, quando o infotainment é levado para a política, a coisa fica séria…

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