Formiga, Alan do Carmo e Ana Marcela. O que eles têm de comum? São baianos. O que têm de diferente? Além da modalidade esportiva, o momento em que a mídia os colocou como heróis.
A forma como a informação esportiva é passada para o público se afasta e muito da “notícia tradicional” dos jornais. Isso podemos remeter ao post anterior sobre o “infoteinment”, mas também a um processo comum e bem antigo: a construção dos heróis brasileiros.
A emoção emplacada nas matérias, as curiosidades da vida íntima, o carinho e a força da família nos dão a intimidade necessária para nos sentirmos amigos dos atletas. O otimismo intrínseco do brasileiro finaliza a construção do mito, ou do herói. Assim foi com Alan do Carmo e Ana Marcela, dias antes do embarque para os jogos olímpicos de Pequim. A forma como a imprensa baiana cobriu a ida dos baianos para a China nos deu a impressão de que a medalha, na maratona aquática era certa. As medalhas não vieram e a decepção foi maior do que esperada. Imcopetência dos atletas? Não, culpa da mídia.
Ao contrário do que aconteceu com os baianos da água, com formiga a situação foi diferente. A meia-atacante da seleção feminina de futebol se tornou alvo da fábrica de heróis após marcar o gol que iniciou a reação da seleção canarinho contra a Alemanha. Visitas à casa de sua mãe foram vistas em todas as emissoras locais e formiga, que não teve o estrelato pré-olímpico, trouxe um medalha prateada com gotas douradas de suor. Culpa da mídia? Não sei…
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